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27/12/2016 - 11h00

VR e VT, como fazer durar o mês inteiro?

Por Dora Ramos*

 

Um levantamento divulgado pela empresa Sodexo Benefícios revelou que o vale-refeição não dura até o fim do mês para mais de 80% dos 1.186 trabalhadores entrevistados em todo o Brasil. O principal motivo para o benefício acabar antes do previsto é o valor baixo, segundo 42,81% dos entrevistados.

 

Outros 40,5% dos profissionais dizem que isso se dá pelos preços elevados das refeições próximas ao local de trabalho. Além disso, 16,68% explicam que o vale é utilizado também nos fins de semana, o que colabora para o término do saldo antes do tempo. Esse último percentual é um fator que pode desestabilizar o orçamento e fazer a pessoa se enrolar com a fatura do cartão de crédito ou entrar no cheque especial.

 

O mesmo pode acontecer quando se utiliza o dinheiro destinado ao vale-transporte. Ainda que hoje a maioria das empresas disponibilize o benefício por meio de cartão, existem aquelas que o pagam em dinheiro, e isso favorece a perda de controle. Para que esses dois benefícios não se tornem armadilhas nas suas finanças, é fundamental que haja organização e consciência de que eles não fazem parte da renda, mas existem justamente para suprir os gastos do dia a dia profissional.

 

Sobre o vale-refeição, busque opções que atendam o seu gosto e bolso, pesquise e peça indicação aos colegas de trabalho. Aproveite promoções como bebida e sobremesa gratuitas e opte por restaurantes que concedam descontos a empresas. Outra opção é a famosa marmita: se você tem a possibilidade de levá-la ao trabalho, faça isso e economize. Desse modo, o benefício pode até sobrar e garantir uma refeição mais elaborada no fim do mês.

 

No caso do vale-transporte, caso receba em dinheiro, a dica é depositá-lo imediatamente no cartão, pois, como diz a música, “dinheiro na mão é vendaval”. Ainda que o ideal seja não misturar o benefício destinado aos custos de transporte e alimentação com o uso pessoal, não é proibido comer em um local com preço acima da média de vez em quando, desde que você tenha como suprir esse gasto. O importante é não desestabilizar o orçamento por falta de disciplina!

 

*Dora Ramos é educadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial (www.fharos.com.br)