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O caminho para o ciberespaço

O Brasil já está falando com o mundo todo através da Internet, uma rede de comunicação conectada a 6 milhões de computadores

Lucilene Faquim

Há algum tempo atrás, eram poucas as pessoas que possuíam um microcomputador em sua mesa de trabalho. Hoje a informática passou a fazer da vida de milhares de profissionais, que já não conseguem desenvolver seu trabalho sem ajuda de um computador. Primeiro era apenas o micro que oferecia várias atrações aos usuários dentro de seu winchester. Agora, ele forma uma parceria com o telefone e o modem e, juntos, é possível fazer contato com milhões de usuários em todo o mundo.

Este contato é feito através da Internet, uma rede de comunicação mundial ligada a cerca de 6 milhões de computadores e que oferece milhões de informações aos usuários. Nela a imaginação e a realidade se encontram e caminham juntas. No ciberespaço é possível conversar com os amigos, atualizar os programas de informática, encontrar um novo emprego, pesquisar fatos históricos do mundo inteiro e muito mais. Tudo sem sair da frente da telinha do computador.

"O ciberespaço está modificando o modo que vivemos e a forma que conduzimos a vida das empresas", argumenta Miklos Vasarhelyi, professor da Rutgets University e gerente do Grupo de Computação Avançada da AT & T Bell Laboratories, dos Estados Unidos, que esteve no Brasil apresentando dois seminários sobre a Internet realizados pelo o Grupo Catho. Ele acredita que em dez anos será inconcebível não usar alguns destes recursos. "Estes recursos de informática serão necessários, como hoje não se pensa em fazer negócios sem telefone e transportes", explica.

Essa magia envolve a cada momento um universo imenso de pessoas através de um mundo virtual de negócios, educação política ou sexo. Hoje, são mais de 30 milhões de usuários com endereços eletrônicos no caminho digital por todo o mundo. Segundo o professor, o início do processo ainda é complicado pela dificuldade de instalar o software no computador, fazer o modem funcionar e obter acesso de bom nível.

"Apesar do começo apresentar algumas dificuldades, a utilização é bastante fácil", relata Vasarhelyi, Ele acredita que a Internet abrirá as portas ás empresas num processo de desintermediação dos negócios e, com isso, os custos ficam mais reduzidos. Para quem pretende entrar nessa onda é preciso avaliar os recursos e escolher os que mais se enquadram às suas necessidades. A Internet não é a única maneira para entrar no mundo on-line, apesar de ser a principal e a mais cobiçada via de acesso. Os chamados BBS (Bulletin Board Systems) são os mais simples serviços comerciais on-line. No Brasil, estes tipos de serviços vão abrindo suas portas e conquistando cada vez mais pessoas. Através dos BBS pode se ter, pelo menor preço, um endereço eletrônico dentro da Internet.

Hoje, a parte que mais cresce na Internet é a w.w.w. (wolrd wide web), baseada na hppt (hypertext transfer protocol). O Brasil já tem uma presença forte na World Wide Web. Entre as universidades brasileiras, a USP - Universidade de São Paulo é a que está mais desenvolvida. Quanto a utilização pessoal, já existem milhares de brasileiros com endereço digitais que podem trocar informações eletrônicas através da Internet. Para Vasarhelyi, o maior obstáculo no desenvolvimento do ciberespaço brasileiro está relacionado com a deficiência da infra-estrutura das telecomunicações.

Serviço: Grupo Catho (11) 3177-0700

RH EM SÍNTESE Nº 06 - SET/OUT 1995 - ANO I - PÁGINA 14