| Aprender um segundo idioma não é mais um diferencial de um universo restrito de pessoas, mas uma necessidade básica para profissionais que atuam nas mais diversas áreas e para quem está se preparando para ingressar no cada vez mais competitivo mercado de trabalho Cristina Sanches Good night, of course, yes, well, very good, são algumas das palavras que o telespectador da novela do horário nobre da Rede Globo se acostumou a ouvir. A cidade de Greenville sobrevive no imaginário do povo brasileiro, conhecido pela sua identificação com personagens fictícios. A sátira fica por conta do uso exagerado dessas expressões, a ponto do telespectador às vezes não conseguir acompanhar a trama por não entender o significado de algumas delas. Vai longe o tempo em que aprender um segundo idioma era coisa para poucos, incluindo-se aí profissionais que, por exigência de mercado, tinham a necessidade de falar outra língua. Hoje, exigir um bom conhecimento de inglês de seus colaboradores é prática corriqueira em qualquer empresa que tenha efetiva preocupação com seu crescimento e que deseja manter seu lugar no mercado. "A crescente internacionalização dos mercados já levou as nações a adotarem o inglês como principal idioma em conferências e transações comerciais. E, a não ser que se invente, nos próximos anos, um tradutor portátil e eficiente, o inglês vai continuar sendo a língua mundial", acredita Paulo Sanchez, presidente da Bridge Sistema de Inglês Personalizado. Mas hoje a exigência não se limita apenas ao conhecimento da língua, o conhecido ler e escrever, muito menos ao aprendizado de um só idioma além do português. O mercado atualmente considera requisito básico no momento da contratação que o candidato domine o inglês, e se possível, conheça uma terceira língua, como espanhol, por exemplo. As escolas voltadas para o ensino de idiomas também se preocupam em levar aos seus alunos a oportunidade de conhecerem e aperfeiçoarem outros idiomas como espanhol, italiano, francês, alemão, japonês. Se ao aluno ou profissional há predileção pelo inglês, devido ao seu caráter de língua comercial, a opção por outros idiomas ocorre pela facilidade que ele pode proporcionar ao profissional em um momento de negociação. Até por questões de educação e elegância é importante falar a língua do país que se visita. É inegável que a globalização fez com que a procura pelo aprendizado de uma outra língua seja maior. Um segundo idioma incorporou-se tanto no marketing dos anos 90 que, quando se trata de executivos, independente da sua atividade, as empresas já o exigem de imediato. Muitas vezes um segundo idioma, segundo Sanchez, significa um salário até 70% superior. Isso demonstra que, tanto para as empresas como para seus colaboradores, o domínio de idiomas significa desenvolvimento, crescimento e, acima de tudo, não perder seu lugar no bonde da globalização. O que tem ocorrido em algumas empresas é a realização de uma parceria com seus funcionários visando prepará-los para o mercado. Preço, qualidade, competência, atendimento, entre outros, são itens a serem analisados em um processo de parceria, uma vez que a empresa tem como prioridade proporcionar um novo benefício aos profissionais. Para Sanchez, da Bridge, a empresa que decidir investir nessa área deve planejar esse investimento. "É fundamental que a empresa determine claramente quem fará o curso, qual o objetivo a ser atingido, como, por exemplo, melhorar a gramática ou a conversação, em quanto tempo, quais as metas a serem atingidas e os meios disponíveis. Prioiriza-se assim o investimento, distribuindo recursos da forma mais eficiente: quem tem mais necessidade de aprender uma outra língua faz aulas individuais ou em grupos menores", acrescenta. E é esse caminho que está sendo trilhado por algumas empresas. A Quaker subsidia 75% do custo do ensino de inglês e espanhol para 50 profissionais das áreas administrativa e gerência de fábricas. O gerente de planejamento e desenvolvimento da empresa, Edimar Babo, conta que a política da empresa para oferecer esse benefício se baseia no fato de que alguns níveis gerenciais têm contato direto com a sede da Quaker em Chicago, nos EUA. "Temos duas escolas contratadas que enviam seus professores duas vezes por semana, durante uma hora e meia. Quando há necessidade, a empresa também oferece cursos de imersão, nos Estados Unidos, que vão de uma a quatro semanas, com tudo pago", conclui Babo. O Banco América do Sul, por sua vez, tem desenvolvido um trabalho de preparação de estagiários no exterior. Hoje são sete profissionais que passam de seis meses a um ano nos Estados Unidos ou Argentina, participando de um curso de extensão e estágio prático em empresas da área financeira. Segundo Helena Fugiyama, gerente de treinamento da instituição, o custo desse programa gira em torno de R$ 1,5 mil ao mês para cada profissional. "Ele é voltado ao ensino de uma segunda ou terceira língua e teve início há dois anos, junto com a criação do Plano 2.000, que estabelece uma série de metas, como estar entre os dez maiores bancos do Brasil e melhorar a qualidade no atendimento, entre outras. E para isso é necessário preparar as pessoas. O banco prioriza o investimento no profissional interno, preparando-o para a economia globalizada, inclusive passando por experiências fora do país", explica Helena. Além desse estágio, a empresa oferece cursos regulares para profissionais de qualquer área, bancando 70% do custo total, podendo ele escolher escola e professor que mais lhe convenha. A economia globalizada sempre levou empresas a oferecem oportunidades de aprendizado do inglês. Atualmente, com o crescimento do Mercado Comum do Sul – Mercosul, envolvendo o Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e brevemente a Bolívia, o espanhol passou a ser uma segunda opção ao funcionário, tornando-se algumas vezes obrigatório. Na Gessy Lever os cursos de inglês e espanhol são hoje voltados exclusivamente para as pessoas que atuam na área de informática. Stella Bodedi, responsável pela área de treinamento, conta que o subsídio oferecido pela empresa, de 80%, é dirigido aos profissionais que necessitam e utilizam um segundo idioma nas suas atividades. "Temos convênios com várias escolas para que o aluno tenha liberdade de escolha", diz Stella. Outras vezes o que faz com que uma organização proporcione esse benefício é a necessidade ligada ao crescimento da empresa, como é o caso da DPZ Publicidade, que desde 96 oferece cursos de inglês para profissionais que, a exemplo da Gessy, utilizem a língua inglesa no seu cotidiano, independente da sua área de atuação. "A necessidade de fazer com que alguns profissionais aprendessem esse idioma surgiu da importância de prestar melhor atendimento aos clientes. Hoje uma atendente consegue resolver problemas com um cliente sem entrar em desespero", conta Ana Paula Carneiro da Cunha, coordenadora de treinamento da empresa. Em São Paulo a DPZ conta com 280 colaboradores, e destes, 45 participam das aulas de inglês. O subsídio é de 50% do valor das aulas e do material. A DPZ conta com um professor que vai até a empresa duas vezes por semana, durante uma hora. Além disso, a escola realiza atividades extras a cada 30 ou 40 dias, como karaokês, fora do horário de expediente. "Hoje não existe mais a preocupação de manter o ensino de inglês aos funcionários, já que a maioria do pessoal da área administrativa domina o idioma. Desde a separação da Autolatina, a língua oficial na Volkswagen passou a ser o alemão", explica Sandra Salvatore, analista de treinamento da empresa. Das cerca de 300 pessoas que fazem um curso, de 2% a 4% apenas optam pelo inglês. Áreas como engenharia de manufatura e tecnologia de produtos são as que contam com maior número de participantes. "A procura pelo inglês é pouca, porque dominar esse idioma é considerado quesito básico para exercer praticamente qualquer função", conclui Sandra. Com o mercado receptivo, as escolas voltadas para o ensino de idiomas nunca tiveram tanta procura. Profissionais liberais e executivos que atuam em diversas áreas lideram os que desejam aprender e aperfeiçoar um idioma. "A fluência de uma língua estrangeira está obrigando o brasileiro a deixar de ser monoglota. Considerando a importância econômica do Brasil no contexto dos países emergentes, dominar idiomas é sinônimo de sobrevivência comercial e integração mundial. As empresas brasileiras carecem hoje de profissionais capazes de negociar – sem intermediários – com clientes e investidores estrangeiros e participar de congressos fora do país", opina Roberto Caldeira, diretor da EF Educação Internacional. Lúcio Sardinha, diretor da World Languages, acredita que o aprendizado de inglês abre as portas para o desenvolvimento pessoal e profissional e o conhecimento de múltiplas culturas. Nem só com o inglês e espanhol convivem os profissionais. Alemão, francês e até o japonês são línguas hoje oferecidas por diversas escolas de idiomas para atender empresas cujas matrizes exigem seu conhecimento. Com o aumento da procura, as escolas estão preocupadas em tornar esse aprendizado o mais agradável possível, estimulando seus alunos, já que alguns cursos têm uma duração de até dois anos. "O aprendizado de um outro idioma deve envolver o aspecto social-psicológico do aluno. Por isso trabalhamos com a conscientização de instrutores e alunos sobre a importância do papel social que desempenhamos, capacitando nosso aluno a falar e entender outro idioma, o que faz com que mais portas se abram social e economicamente para ele", argumenta Alexandre Tropea Junior, diretor da escola. Já para Mônica Magri, diretora da Summit Language Training Programs, para que um treinamento em um outro idioma alcance o sucesso desejado, é fundamental que escola, o material, professor e aluno estejam em equilíbrio. "A escola e o professor avaliando as necessidades do aluno e montando o melhor programa de treinamento possível; o uso de material adequado, que crie motivação e ofereça chances de desenvolvimento, e, por parte do aluno, é preciso que ele esteja ciente de que o aprendizado de uma língua requer empenho e assiduidade", completa Mônica. O tipo de material utilizado é um item que vem ocupando maior destaque quando se fala no aprendizado de um outro idioma. Segundo Paula Graybowski, diretora executiva da Challenges, a utilização do livro como único recurso é uma forma ultrapassada, que dificulta o aprendizado. Aprender se torna mais fácil à medida que se trabalha com experiências reais, do cotidiano do participante. E Pierluigi Bagini, diretor da escola Spazio Italiano, também acredita que o aprendizado flui melhor e torna-se até mais agradável quando é despertado o interesse do aluno, e isso acontece a partir do momento que lhe é transmitida e valorizada a cultura à qual a língua pertence. "A globalização e a conseqüente redução dos níveis de emprego exigem que o profissional esteja cada vez mais bem preparado para se manter no mercado. Os cursos no exterior oferecem a estes profissionais a possibilidade do aprendizado de qualquer idioma mais rapidamente do que no Brasil, e cada vez de forma mais acessível. Para adolescentes, o contato prematuro com uma língua estrangeira incita a vontade de continuar os estudos após o retorno", avalia Fabiana Tomás, assistente de direção da Friends in the World, escola especializada em intercâmbio e cursos no exterior. Sílvia Carvalho, gerente assistente de marketing da Cultura Inglesa, compartilha dessa opinião, dizendo que, na atualidade, o inglês deixou de ser um diferencial e integrou o perfil do profissional moderno, por mais jovem que ele seja. "Sem dúvida, saber uma segunda língua ampliará o leque de oportunidades pessoais e profissionais", complementa Sílvia. A realidade para aqueles que estão entrando no mercado de trabalho é uma só: ou domina um ou mais idiomas ou suas chances serão menores. A Alumni, por exemplo, está oferecendo cursos para alunos de administração de empresas da Faculdade Getúlio Vargas, com o objetivo de preparar futuros profissionais para o mercado de trabalho. A maior concentração de alunos nessas escolas se encontram, em primeiro lugar, na faixa entre 20 e 35 anos, ou seja, nota-se a preocupação tanto da pessoa que já atua no mercado, quanto daquela que está se preparando para enfrentá-lo. Mas a maior procura ainda é por parte de profissionais de média/alta gerência em diante, que já tenham nível universitário. "Muitas vezes esse profissional viveu em outro país, tem curso de pós-graduação e fluência em pelo menos dois idiomas. É o típico executivo que está cansado de perder seu tempo com grupos heterogêneos e com muitos participantes", diz Claudio Inserra, diretor da Next Language Center. Geralmente esses executivos atuam em áreas que se relacionam com países estrangeiros. As escolas, de olho nesse filão, oferecem cursos de todos os tipos, que podem ser realizados individualmente, em duplas, em turmas – que vão de cinco a dez participantes, no máximo – ou ainda in company ou na casa do aluno. Vale tudo para atender às necessidades específicas de cada profissional ou empresa que procura uma escola de idiomas com o intuito de preparar seus colaboradores para a competição do mercado. A maioria das escolas enfatiza a conversação nos cursos dirigidos a executivos. "Privilegiamos a fala e a compreensão, pois nosso objetivo é ensinar o inglês para que a pessoa possa falar com o mundo", explica Luiz Otávio Gagliardi, diretor do Centro Britânico. Já Inserra, da Next, conta que o curso business é o mais procurado, seguido pelo de nível básico. A escola coloca à disposição do aluno gramáticas, vídeos, fitas e biblioteca. A Challenges oferece programas para executivos, dependendo da necessidade específica, com simulação de apresentações, reuniões e negociações. Já a Bridge oferece programas de treinamento aos executivos, seu público-alvo, integrando vários cursos. Sanchez explica que cada programa é desenvolvido sob medida, levando em conta a integração do ambiente profissional, pessoal, cultural e social de cada aluno. "Todos os cursos são voltados à comunicação", completa Sanchez. Ele conta ainda que, na Bridge, se trabalha com índices de produtividade para determinar a duração de cada curso, o chamado IPE – Índice de Participação Efetiva. O IPE é um dado estatístico que indica quantas horas os alunos da Bridge levaram, desde 1986, para terminar seus cursos, de acordo com o número de integrantes por grupo. A Bridge oferece, também, um programa empresarial com estudos de casos, o chamado Enterprise Games, desenvolvido para complementar e dar suporte a projetos corporativos. A comunicação é praticamente a chave para que um curso de línguas seja bem-sucedido. No Cel-Lep, a gerente de relações com empresas, Maria das Graças Mendes de Paiva, acredita que, enfatizando-se a fala em primeiro lugar, a escrita, compreensão e leitura vêm depois, com naturalidade. Para isso, o uso de laboratórios ajuda as pessoas que querem aprender a falar rápida e corretamente. São cabines de som através das quais a pessoa passa por situações reais, interagindo com a pessoa que ela ouve através de uma fita de áudio. Na Wizard, o aluno aprende a se comunicar formando várias frases desde a primeira aula. "Dessa maneira ganha-se em fluência, corrige-se pronúncia e entonação. Mas quando o assunto é aprender o mais rápido possível, os cursos de imersão são uma boa saída. Eles podem ser realizados na própria empresa do aluno, na sede da escola, em hotéis ou em viagens ao Exterior, durando, em média, 20 dias. As opções são muitas. A Alumni realiza cursos na própria escola de quatro a seis vezes por ano, o chamado ACT - Alumni Comunication Trainig, no qual o aluno passa cinco dias na escola, conta Marie Adele Ryan, coordenadora de inglês. "A prática de idiomas pode ser feita no ambiente de trabalho, com duração aproximada de duas semanas. Na parte da manhã ele aprende gramática e conversação e à tarde tem acesso às terminologias para negócios e situações de conversação", informa a assessora de imprensa da Central de Intercâmbio, Sílvia Prevideli. Na Teuto Idiomas, contrariando a posição em que se encontram outras escolas, o curso mais procurado é o alemão, apesar da escola oferecer inglês e espanhol. "Desenvolvemos cursos específicos para as necessidades de cada pessoa. Cursos de imersão podem ser realizados nos três idiomas, e de acordo com a disponibilidade do aluno", diz Andréa Schmitz, gerente administrativa da Teuto. Já a assessoria de imprensa da Experimento conta que os cursos de imersão mais procurados são para inglês e espanhol, com duração mínima de uma semana. O Instituto Goethe é outra escola que realiza intercâmbio cultural e cursos de imersão realizados no Goethe da Alemanha. "Desenvolvemos cursos para executivos que dispõem de conhecimentos básicos da língua, e que querem se atualizar na área econômica através de leitura e treinamento escrito e oral", explica Nely Cardoso, secretária de cursos do Instituto. Além disso, são realizados cursos para atender interesses específicos, como literatura, tradução, economia e direito. A procura por cursos de imersão em outros países, como Itália e Argentina, é mais comum do que se imagina. A Spazio Italiano, por exemplo, propicia cursos em escolas italianas e organiza viagens turístico-culturais para a Itália, o que proporciona vivência com o idioma e com a cultura italiana. Para tanto a Spazio, segundo o diretor Bagini, oferece cursos de música, arte e história da Itália. Já a Educational Net oferece cursos para executivos em diversas partes do mundo, onde eles têm a possibilidade de visitar as empresas ligadas à sua área de interesse. A diretora da escola, Solange Ludscher, explica que é realizada uma entrevista para verificar o objetivo da pessoa que procura a escola, inclusive preferências por clima e cidade. "Assim, ele pode ser melhor orientado e ter maior aproveitamento do curso", diz Solange. O Centro Cultural Brasil-Itália também oferece cursos intensivos na Itália somente para executivos e profissionais liberais. "Trata-se de uma viagem de 23 dias onde o aluno passa por um estágio completo, freqüentando aulas diárias na Accademia di Lingua Italiana de Assisi", explica Érika Olivato, responsável pela secretaria de cursos. Já a Enterprise Idiomas oferece oportunidade de cursos em Buenos Aires e Mendoza, durante seis dias e em grupos de cinco pessoas. "A idéia é proporcionar um contato mais próximo com o idioma e com culturas nativas, o que facilita o aprendizado. A proximidade da língua portuguesa e espanhola permite que em seis dias qualquer iniciante amplie seu vocabulário, adquira noções básicas de gramática e treine a audição, passando por tarefas simples como fazer compras ou ir a um restaurante", explica a diretora Maria Cristina Pacheco. Na opinião de Vulmeron Borges, gerente de marketing da Skill Aliança Inglesa, a preparação do professor de idiomas é fundamental para o bom aprendizado. Para tanto, eles devem ser oral e gramaticamente capacitados, sendo treinados e avaliados mensalmente através de exercícios escritos, orais, de gramática e fluência. Sílvia Carvalho, da Cultura Inglesa, também tem no treinamento dos profissionais a ferramenta básica para manter a qualidade no ensino. Vivência no exterior é outro quesito avaliado pela maioria das escolas. Serviço: Bridge (011) 62-1421; EF Educação Internacional - 0800-118787; World Languages (011) 285-2811; Spazio Italiano (011) 885-8814; Cultura Inglesa (011) 3039-0558; Alumni (011) 881-8533; Experimento (011) 280-2020; Teuto Idiomas (011) 572-2229; Up Language (011) 814-9495; Cel-Lep (011) 212-1384; Summit (011) 535-1161; Next (011) 846-9906; Centro Britânico (011) 872-9483; Central de Intercâmbio (011) 258-9188; Instituto Goethe (011) 883-2307; Wizard (011) 444-1901; Skill (011) 5581-0922; Challenges (011) 885-1152; Enterprise (011) 6971-2777; Friends in the World (011) 883-1402; Educational Net (011) 852-0202; Centro Cultural Brasil-Itália (011) 884-4422; Volkswagen (011) 753-2541; DPZ (011) 3068-4170; Gessy Lever (011) 3741-2989; Banco América do Sul (011) 253-4266; Quaker (011) 234-5726 Aprendendo por telefone Mas, se mesmo com tantas oportunidades oferecidas pelo mercado o profissional ainda não encontra tempo para se dedicar ao aprendizado de um outro idioma, a saída pode estar em um telefonema ou em uma loja de acessórios de informática. A By Telephone é uma das empresas que oferecem cursos de inglês, francês, italiano, espanhol e alemão, voltada para o ensino de vocabulário e gramática. Liliane Coutinho, coordenadora do curso, que trabalhou durante 11 anos na Cultura Inglesa, explica que as aulas são realizadas quatro vezes por semana, com duração de 30 minutos cada. "O aluno passa por um teste que verifica em qual nível ele se encontra. Ele adquire um livro, com exercícios e testes, e escolhe o melhor horário, entre sete da manhã e dez da noite, para realizar sua aula", explica Liliane. Tudo é feito via telefone. O participante, avalia Liliane, em cinco meses conseguirá se expressar no idioma escolhido. O custo do curso é de R$ 12,00 por aula. Já os que gostam de computador podem optar por diversos CD ROM’s disponíveis no mercado para o ensino de idiomas. Do básico ao intermediário, chegando à conversação fluente, as opções são muitas. O Business English Activities, por exemplo, é um pacote com seis CD’s, que vão do curso básico ao intermediário, no qual a pessoa ouve diálogos e repete as frases para gravá-las no computador. Ele também vem com testes de gramática e compreensão de texto, sendo acompanhado por um dicionário inglês-português. Outra opção é o English Plus Básico ou Intermediário. Através dele a pessoa aprende como em um curso tradicional, treinando dicção, pronúncia e gramática, aprendendo a construir frases. Um dos mais procurados é o Triple Play Plus, dirigido às pessoas que querem adquirir fluência mais rapidamente. Ele está disponível em espanhol, francês e alemão. O English Labs é outro programa, também encontrado em espanhol, para pessoas que se encontram no nível básico. Através dele é possível treinar gramática e pronúncia, já que a pessoa fala e ele a corrige. Outro software que oferece fundamentos básicos é o The Rosetta Stone, que ensina noções de russo, francês, espanhol, alemão e inglês. Serviço: By Telephone (011) 67-9677 O auxílio da neurolonguística A utilização da Programação Neurolinguística – PNL é o que diferencia o método de ensino na Holding Languages Institute, que oferece cursos de inglês, espanhol e português para estrangeiros. A PNL é representada pelos sistemas visual – registrando as informações em forma de imagem; auditivo – que processam os sons, e a sinestésica – que trabalha com as sensações. Todas as pessoas podem ter um ou dois dos sistemas citados acima um pouco mais aguçados, e é em cima dele que as aulas serão desenvolvidas. Todo aluno, explica Carla Zindel, diretora da escola, passa por um teste onde é possível se estabelecer qual a porcentagem de desenvolvimento de cada um desses canais na pessoa e qual canal por ele é priorizado. "Através da PNL você determina o perfil da pessoa, aquilo que a motiva. É em cima desse perfil que se torna possível definir o método de ensino e o professor adequado para ela", argumenta Carla. O teste é simples, composto por perguntas de verdadeiro ou falso, com duração de 20 minutos. O curso de línguas da Holding é direcionado para o tipo de atividade que a pessoa exerce, a fim de estar o mais próximo possível da realidade dela e assim mantê-la motivada. Carla realizou uma pesquisa junto aos seus alunos, na maioria executivos e profissionais entre 30 e 50 anos, e descobriu que muitos desistiam do curso. E por quê? Ela responde: "A falta de motivação faz com que você desista. Outro fator desmotivador é a urgência por resultados, pois a maioria das pessoas quer aprender e falar mais rápido do que o possível", diz ela. Foi depois dessa pesquisa que os cursos passaram a ser direcionados, com turmas de até seis alunos, aula individual ou em dupla. Carla conta, ainda, que é na primeira entrevista que se tenta descobrir o que motiva a pessoa, o que a faz procurar uma escola de idiomas. "Trabalhamos com metas pequenas para não desanimar o aluno". O uso da PNL direcionado ao ensino de outra língua surgiu nos EUA há cinco anos. A Holding também utiliza técnicas que estimulam o hemisfério direito do cérebro, responsável pelas tendências à criatividade e expressão verbal das emoções. O objetivo dessas técnicas é libertar a pessoa de obstáculos e resistências pessoais com o idioma. O receio e até pavor a uma língua diferente não é um caso raro de acontecer. O que Carla percebe em sua escola é que, sendo a maior procura, aproximadamente 80%, pelo inglês, muitos adultos partem em busca do aprendizado do espanhol devido à dificuldade que encontram com o inglês. Na Holding o aluno define o horário, local e material que será utilizado nas aulas. O custo de cada hora/aula fica em torno de R$ 40,00 ou R$ 50,00 e Carla avalia que, com três horas por semana, durante um ano e meio, a pessoa já é capaz de se comunicar bem. Além disso a escola oferece cursos de imersão nos finais de semana com dez horas de aula por dia. "A procura pelos cursos de imersão é grande, pois o tempo é melhor aproveitado. Se o aluno vem na aula duas vezes por semana, ele tende a esquecer algumas coisas, sem contar o tempo que é perdido retomando pontos da aula anterior", acredita Carla. Serviço: Holding (011) 289-0771 RH EM SÍNTESE 15 – MARÇO/ABRIL 1997 – PÁGINAS 30 A 35 |