Gestão de Pessoas

04/12/2017 - 14h00

Grandes empresas nacionais ainda precisam avançar na temática diversidade

Grandes empresas nacionais ainda precisam avançar na temática diversidade

Uma pesquisa qualitativa realizada pela consultoria 4CO junto às 20 maiores empresas de capital nacional constatou que ainda é preciso caminhar muito no entendimento da diversidade como valor importante para qualquer companhia. Mesmo com o tema em voga, muitas dessas organizações não estão preparadas para torna-lo algo natural no dia a dia de trabalho.  

 

"O discurso é liberal, mas a prática, infelizmente, ainda é conservadora", revela Tathiana Cappellano, sócia diretora da 4CO. "Para termos um quadro realista da situação, falamos com gestores e com colaboradores das empresas que representam a amostra, e descobrimos que não existe uma política de inclusão, mas apenas adesão ao modismo imposto pela mídia", acrescenta Bruno Carramenha, sócio diretor da 4CO.

 

A ausência de uma ação política de inclusão afeta o desenvolvimento da carreira do colaborador, com consequências até para a sua psique. "Não é difícil vermos representantes da diversidade sendo preterido em promoções e em funções subalternas, na base da pirâmide organizacional. Raro é encontrá-los do meio para o topo", assegura Cappellano. "A resistência em aceitar o diverso é grande nas empresas brasileiras, diferentemente do que acontece com as grandes multinacionais instaladas no País", afirma Carramenha.

 

De acordo com Cappellano, a 4CO optou pela pesquisa qualitativa para identificar os obstáculos reais e entender as razões efetivas que ainda impedem que a diversidade seja aceita naturalmente no universo corporativo. "A pesquisa quantitativa nos daria gráficos numéricos muito bonitos, porém sem a profundidade necessária que desejávamos para compreender a dimensão real deste quadro que já é e se tornará ainda mais relevante no futuro próximo", agrega.

 

Para Carramenha, a resistência destas empresas, se não se flexibilizar por si, com a compreensão e aceitação da diversidade, será rompida pelo mercado,  que vem punindo com rigor os que se opõem à força do denominado politicamente correto. "A pesquisa revelou um quadro complexo, que, no entanto, tende a mudar naturalmente ou, então, pelas forças de pressão que devem ser consideradas qualquer que seja o cenário", explica. 

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