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01/05/2017 - 10h00

O mercado de trabalho e a eterna convivência entre gerações

O mercado de trabalho e a eterna convivência entre gerações

Por Bráulio Lalau*

 

De acordo com o dicionário, o termo geração é designado por um grupo de pessoas que tenha nascido na mesma época, sendo assim, seu comportamento, hábitos e percepções sofrem influência daquele período em específico.

 

Mas, pensando em mercado de trabalho, é impossível que apenas uma geração esteja presente nas empresas, certo? Atualmente, observamos a convivência de quatro delas: os veteranos ou tradicionais, os baby boomers, geração X e geração Y.

 

Cada grupo de pessoas de cada geração tem seu espaço no mercado de trabalho. Esse encontro só tende a ser positivo, pois proporciona a convivência de pessoas com pensamentos, ideologias e culturas diferentes. Mas, alguns conflitos podem surgir no meio do caminho, e qualquer gestão precisa estar preparada para lidar com tudo isso.

 

Os possíveis conflitos

Primeiro de tudo: uma gestão competente precisa conhecer muito bem as gerações com as quais trabalha. Para assim, identificar as principais características de cada, visando extrair o melhor dos funcionários.

 

As gerações mais novas são mais imediatistas, enérgicas, gostam de inovação e querem sempre trazê-la ao dia a dia, porém tendem a ter facilidade para dispersões. Já as demais, são um pouco mais resistentes às mudanças, e visam muito ter estabilidade.

 

Entre os próprios colaboradores falta a percepção de que as diferenças ocorrem, justamente porque eles nasceram em períodos muito diferentes, visto que alguns especialistas já consideram o surgimento de uma nova geração a cada 10 anos.

 

O que de mais comum se ouve é que a nova geração chega ao mercado com falta de experiência e pouca disciplina. Já com relação aos mais velhos, as reclamações são de resistência à inovação tecnológica. A idade acaba sempre levando a culpa.  As maiores diferenças, e consequentemente conflitos, estão entre os veteranos e a geração Y, os dois polos opostos.

 

Como resolvê-los? O líder como mediador

Na maior parte dos casos, o gestor é da geração de veteranos ou baby boomers. Por isso, é importante que ele exponha flexibilidade aos mais novos e diante de um caso de desacordo entre gerações, como responsável por toda a equipe, ele deve sentar e analisar a situação.

 

Ações internas que estimulem a troca de informações também podem ajudar a criar uma boa relação entre gerações. É preciso mostrar que, apesar da pouca idade, os jovens têm muito a ensinar, e os mais velhos podem trazer cases e experiência.

 

É importante que a empresa priorize também a comunicação entre todos os colaboradores, por diferentes meios e também mesclando formalidade com informalidade. Fazendo assim com que as gerações façam trocas relacionadas a seus hábitos, resultando em mais compreensão entre elas.

 

Motivação diária também é fundamental para que todos os colaboradores, independente da geração que pertencem, se sintam parte importante da empresa. Mas aqui, vale ficar atento ao modo como cada um enxerga motivação, por desafios, feedback ou reconhecimento.

 

Concluindo

Não há fórmula mágica que resulte em harmonia total e convivência plena entre colaboradores de diferentes gerações. Faz parte, até pessoas da mesma idade, terem opiniões diferentes. E esse é um fator de extrema importância e positividade para qualquer empresa, pois assim pode-se chegar a um consenso interessante de mudança e inovação. Sem questionamentos, tudo sempre continua no mesmo lugar.

 

O que não se pode deixar acontecer, é que um ponto de vista diferente se transforme em um conflito pessoal, é preciso que o gestor se atente a isso. Mas, enquanto os comportamentos forem de flexibilidade, respeito e boa comunicação, todos só têm a ganhar.

 

Os veteranos e baby boomers (para não citar as gerações passadas) tornaram possível, através de sua maturidade, que a empresa chegasse até a posição atual. Já as gerações X e Y carregam uma visão futurista e tecnológica, que darão continuidade ao mercado de trabalho.

 

*Bráulio Lalau é CEO na empresa Orbitall e carrega uma bagagem com mais de 20 anos de experiência em indústria de serviços e área de TI

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