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11/03/2017 - 10h00

A difícil tarefa de transformar ideias em ações

A difícil tarefa de transformar ideias em ações

Por Bráulio Lalau*

 

Toda empresa precisa de inovação. Essa é a palavra de ordem do momento, inovar-se passou a ser um fator determinante para sobrevivência. A partir daí criam-se muitas ideias e planejamentos. Mas como ficam na hora de tirar do papel e colocar em ação?

 

O primeiro passo é que todas essas ideias estejam muito claras e, principalmente, organizadas. O planejamento precisa estar em um bom nível de detalhes para que se consiga ter uma visão macro da situação.

 

Ainda sobre organização e visão do todo, é preciso que uma boa divisão seja feita com relação as tarefas. Cada membro da equipe deve receber funções que estejam de acordo com suas atividades já executadas e principais aptidões.

 

Planejamento requer visão estratégica

A execução de um planejamento que visa inovação deve ser percebido como uma ação para impulsionar a organização, com o objetivo sempre de otimizar processos e consequente melhoria de resultados, nunca para gerar gastos indevidos e atrasar tarefas.

 

Parece meio óbvio dizer que os objetivos definidos devem ser realistas, não é mesmo? Mas é um ponto importante, que às vezes é esquecido, fato que torna o caminho muito mais difícil. Traçar metas inatingíveis desmotiva totalmente a equipe, que percebe que não importa o quanto se esforce, nunca chegará ao resultado esperado.

 

Isso não significa que devam ser também muito fáceis, afinal, estamos em meio a um processo de inovação. Metas muito fáceis fazem com que as atividades continuem de maneira rotineira, não promovendo nenhum tipo de desafio, sendo assim não ocasionando melhoras no desempenho.

 

Como prosseguir então? Parece tarefa simples, mas não é! Achar o ponto de equilíbrio entre o impraticável e a ausência de desafios. A questão aqui é ser muito realista e analisar as metas de forma clara, elucidando cada ponto a ser atingido e suas possibilidades.

 

Acompanhamento é um fator definitivo

A partir daqui o próximo passo é começar a acompanhar os itens desenhados. E para isso é preciso disposição e muita disciplina, visto que eles devem ser direcionados de perto, ou então correm o risco de mudar o rumo, ou o tempo previsto para que os primeiros resultados ganhem forma.

 

Imagine a seguinte situação: há uma meta a ser atingida até o fechamento do primeiro semestre do ano. Caso seu andamento não seja acompanhado, pode ser que no mês de junho a gestão descubra que os resultados não serão atingidos.

 

Veja que a situação pode ser ainda pior quando se percebe que o caminho poderia ser outro com o simples hábito de acompanhamento de processos. Por isso, é uma atitude primordial, além de permitir correções, facilita a administração de resultados.

 

Uma boa saída para não perder as rédeas, são reuniões diárias. A princípio a ideia pode assustar, mas não me refiro aqui a pausas demoradas. Elas devem acontecer em pé, para que cada uma não ocupe mais de 20 minutos do seu dia. O aconselhável é que a primeira ocorra no início da manhã, e a segunda no final da tarde.

 

Concluindo

Entendo que o processo de colocar em prática ideias de inovação seja delicado. É comum que muitas pessoas tenham ótimos planos, mas o momento de colocá-los em ação se torna falho, isso quando conseguem sair do lugar.

 

Volto a dizer que, é primordial que as ideias a serem colocadas em pratica sejam factíveis. Se o executivo consegue montar o planejamento, mas não olha para ele de um modo geral, não o idealiza dentro da empresa, há grandes chances de apresentar aos colaboradores resultados inatingíveis.

 

Toda a equipe participante precisa se sentir parte importante do processo. Esse é um ponto crucial. A cobrança deve existir, ela é importante para se chegar aos resultados, mas ela não é o único fator, o reconhecimento pelo que já foi feito também é um aspecto que faz muita diferença.

 

Durante toda a execução de um planejamento, o líder deve se manter ativo em seu papel de motivador, de maneira nenhuma deve-se apenas delegar tarefas e simplesmente sair de cena. Não é positivo que a equipe se sinta sozinha, isso gera sensação de que o próprio gestor abandonou o barco.

 

Por mais que a vontade de inovar seja grande, afinal, inovação significa estar um passo à frente perante a concorrência, é fundamental manter os pés no chão. Alguns processos são rápidos, porém outros acontecem mais devagar, e é preciso seguir sempre no momento certo, pois não há fórmula mágica que transforme a empresa e ensine os funcionários a trabalhar de uma maneira diferente.

 

*Profissional com mais de 20 anos de experiência em indústria de serviços e área de TI. Especialista em gestão de pessoas, já liderou times com aproximadamente 18 mil colaboradores. Atualmente ocupa o cargo de CEO na empresa Orbitall, e é responsável por toda a reestruturação pela qual passa a organização, em meio a um momento de transformação nos meios de pagamentos e bancos com a tecnologia.

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