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Lei do Aprendiz: muitas empresas não cumprem por desconhecimento
Contratar aprendizes é algo além do cumprimento de lei, a qual determina que médias e grandes empresas devem compor seus quadros pessoais com 5 a 15% de jovens nessa situação. Significa contribuir para a inserção social desses futuros trabalhadores e exercitar a responsabilidade social, já que o desemprego entre jovens é quase duas vezes maior do que para a população em geral.
De acordo com o presidente Lula, durante evento promovido pelo Instituto Ethos, o Brasil poderia ter cerca de dois milhões de aprendizes no mercado de trabalho e a adesão à Lei do Aprendiz pode significar a diferença entre a esperança e o desalento, entre o emprego e a criminalidade. Trata-se de uma iniciativa apenas à espera de engajamento empresarial. Segundo a lei, o quadro pessoal das médias e grandes empresas deve ser composto de 5 a 15% de aprendizes, jovens de 14 a 24 anos. No entanto, muitas companhias não contratam aprendizes porque desconhecem a lei.
Este é o caso de Roger Willian Teixeira, de 16 anos, que ingressou no Programa de Aprendizagem Profissional do Centro Profissionalizante Rio Branco (CEPRO), que disponibiliza aprendizes capacitados para empresas interessadas. Roger concluiu o curso no primeiro semestre de 2007 e hoje é aprendiz contratado pela multinacional Hanesbrands Inc. “Eu não pensava que o mercado de trabalho era tão sério. Agora eu aprendi que é preciso colocar responsabilidade e força de vontade em tudo que fazemos”. Para ele, essa contratação significa uma nova esperança, pois trabalhando terá condições de custear a faculdade de informática, na qual pretende ingressar quando terminar o terceiro ano do Ensino Médio.
A contratação de aprendizes também traz benefícios para os empreendedores. Um bom exemplo é a multinacional Hanesbrands Inc., que conta com 12 aprendizes em sua filial no Brasil. Segundo Luciana Novais, supervisora de Recursos Humanos da empresa, os jovens são entusiasmados, pré-dispostos à aprendizagem e estão em busca de oportunidades de crescimento que podem ser revertidas em benefício da própria empresa. “Eles são muito bons e estão sempre dispostos a colaborar. Notamos que a contratação faz a diferença na vida deles, pela alegria e satisfação em estarem empregados. Por outro lado, estamos cumprindo nosso papel, oferecendo oportunidades positivas e evitando que esses jovens fiquem expostos à uma sociedade violenta”, diz Luciana.
Os empregadores interessados podem obter mais informações no telefone: (11) 4613-8480, ou no site: www.cepro.org.br
09/10/2008
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